Capítulo Três

Cruzeiro pelo Nilo, Templos Kom-Ombo e Edfu, Nossa Segunda Pista

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Capítulo Três - Cruzeiro pelo Nilo, Templos Kom-Ombo e Edfu, Nossa Segunda Pista

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Primeira Parada: Templo de Kom-Ombo
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OK, começando o nosso cruzeiro pelo Nilo, temos como primeira parada, o Templo de Kom-Ombo, portanto, vamos conferir algo bem interessante!

Ao chegarmos a este Templo, dedicado a dois (2) deuses, ao norte para Sobek (o crocodilo) e ao sul para Haroeris (o falcão), percebemos que poderíamos encontrar pistas surpreendentes sobre nossa "primeira observação". Desta forma, com essas novas informações, concluímos que, sem dúvida, tínhamos diante de nós “dois (2) códigos diferentes” ou, se preferirem, pistas diferentes, como veremos a seguir.

Assim, ao refletirmos sobre a cronologia destes dois templos, considerando que Abu Simbel (Reino de Ramsés II 1279 - 1213 BCE*) foi erguido mil (1.000) anos antes de Kom-Ombo (Dinastia Ptolomaica 305 - 30 BCE), e ainda assim encontramos os mesmos códigos, começamos a cogitar a possibilidade de que:

Esses códigos podem ter sido passados de geração para geração!

Portanto, por simples conclusão, se encontrarmos mais pistas nas próximas visitas, talvez possamos considerar que nossa "primeira observação" não se limita a um único reinado ou faraó (Ramsés II), mas, na verdade, se conecta a toda a grandiosa história egípcia, algo muito mais profundo e revelador do que imaginávamos!

Desta forma, este dia em especial, nos trouxe duas conclusões parciais que servirão como base para futuras análises:

Primeiro, ficou claro que realmente encontramos dois (2) códigos em nossa "primeira observação" em Abu Simbel, descoberta que foi confirmada e aprofundada neste templo, revelando a clara conexão entre um único cenário, porém duas perspectivas distintas.
Em segundo lugar, que tudo parecia indicar que esses códigos estavam sendo passados de geração em geração, embora ainda não pudéssemos confirmar com total certeza, especialmente após investigar apenas dois locais. Valendo lembrar a grandeza e a longevidade da região egípcia, que abrange inúmeras dinastias.

Portanto, vamos em frente!

* A abreviação "BCE" significa "Before the Common Era" (Antes da Era Comum) e será amplamente utilizada ao longo de nosso trabalho. Contudo, também usaremos outra abreviação que é igualmente importante: "AD" = "Anno Domini" (O Ano de Nosso Senhor), entretanto, para fins técnicos, optamos por chamar esta abreviação "AD" de "Ano Zero", pois se adequa melhor à nossa abordagem.

Foto crédito: Our records - Kom-Ombo Temple - Kom Ombo - Egypt - 2004.

Referências: Ramesses II (Mark, Joshua J.. "Ramesses II." World History Encyclopedia. World History Encyclopedia, 02 Sep 2009. Web. 30 Jun 2023.) / Kom-Ombo (Britannica, The Editors of Encyclopaedia. "Kawm Umbū". Encyclopedia Britannica, 13 Apr. 2022, https://www.britannica.com/place/Kawm-Umbu. Accessed 23 June 2023.).

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Próxima Parada: Templo de Edfu
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Assim como Kom-Ombo, este templo também foi dedicado a um deus específico, mas agora ao deus Hórus, e este templo também foi construído no Período Ptolomaico.

Portanto, aqui temos novamente duas (2) situações:

Primeiro, para nossa felicidade, encontramos novamente as mesmas pistas.
Segundo, para nossa não tão boa surpresa, o período da história egípcia era o mesmo.

E... como só havíamos encontrado nossos códigos no reinado de Ramsés II, e agora nestes dois (2) templos construídos no mesmo Período Ptolemaico...

Achamos por bem ainda não acreditar que os códigos foram passados de "geração para geração", tendo em vista a quantidade ainda limitada de informações comparativas que conseguimos coletar. Talvez, em nossa próxima parada (A Grande Luxor), encontremos algo mais consistente e promissor, o que poderia trazer respostas para todas as nossas dúvidas: essa desconfiança sobre as "gerações" e o significado de nossa "primeira observação", se possível!

Foto crédito: Our records - Edfu Temple - Edfu - Egypt - 2004.

Referência: Edfu (Britannica, The Editors of Encyclopaedia. "Idfū". Encyclopedia Britannica, 31 May. 2016, https://www.britannica.com/place/Idfu. Accessed 23 June 2023.).

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Capítulo 3 - Nota 1

Só mais um minuto!


OK... hora de revisarmos o que temos até agora!
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E, o que temos até este momento de nossa viagem é... absolutamente nada! E isso, por mais surpreendente que seja, não merece uma profunda reflexão.

Pois é muito simples, e podemos facilmente explicar o porquê, veja bem...

Primeiro, temos uma (1) importante observação, que contém duas (2) pistas (códigos) = OK!
Segundo, observamos algo extremamente diferente do que o mundo inteiro dizia sobre aqueles hieróglifos em Abu Simbel = OK!
Terceiro, encontramos os códigos em três (3) lugares distintos (Abu Simbel, Kom-Ombo e Edfu) = OK!
E, por fim, em dois (2) períodos históricos diferentes (Reino de Ramsés II e Dinastia Ptolemaica) = OK!

No entanto... se colocarmos tudo de maneira isolada, como fizemos acima, até podemos celebrar algumas conquistas, considerando a possível relevância individual de cada um desses pontos. Mas, se olharmos tudo como um conjunto, ficamos com a nítida sensação de que tudo isso poderia significar absolutamente nada, pois ainda haviam inúmeras pontas soltas a verificar. Afinal, não sabíamos o que esses códigos realmente significavam, e nem sequer se eles seriam códigos de verdade! Pois, para que se tornassem algo realmente compreensível, como um "algoritmo", por exemplo, ainda haveria um longo e difícil caminho pela frente.

Sim, Bem-vindo ao mundo real...

Onde, naquele dia, após Edfu, tivemos a sensação de que estávamos exatamente onde começamos: talvez apenas com a nossa própria imaginação, acreditando que havíamos encontrado algo muito importante... mas, enfim, vida que seguia!

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De qualquer forma, estávamos lá apenas como turistas, e para nos divertir, então deveríamos aproveitar cada minuto. E foi o que fizemos logo em seguida!


Vejam esta vista!
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E o que temos aqui?!

O deserto grandioso ao longe, o rio serpenteando por entre cidades e vilarejos, a vegetação exuberante ao lado criando um contraste fascinante, dias ensolarados todos os dias... e tudo, reunido em um único e extraordinário local! Um verdadeiro refresco para nossas mentes, mas... era quase impossível não pensar naquelas pistas ou códigos, ou seja lá o que forem!

Sim, talvez, seja o momento perfeito para desacelerarmos, tomarmos um respiro e apenas apreciarmos o cenário, enquanto pensamos que, quem sabe, em Luxor (nossa próxima parada), algo ainda mais importante e esclarecedor estaria à nossa espera! Por enquanto... vamos seguir em frente, mas com a certeza de que devemos parar de pensar por um instante, porque, acredite, a "parada" também faz parte do movimento!

Foto crédito: Our records - Nilo River - Esna - Egypt - 2004.

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